Prostituição e judaísmo em O ciclo das águas, de Moacyr Scliar

Lunara Abadia Gonçalves Calixto

Resumo


Este artigo tem como objetivo principal analisar o livro O ciclo das águas, de Moacyr Scliar, buscando, por meio da história da personagem Esther, evidenciar o processo de prostituição de moças judias, em especial as “polacas”, trazidas da Europa para o Brasil. Como a prostituição envolvendo judeus era um tabu presente na comunidade judaica no Brasil, Moacyr Scliar foi o pioneiro a abordar este tema por meio da ficção. O que deve ser considerado é que o romance, como gênero narrativo, aborda sobre a realidade vivida dessas mulheres no Brasil, o que lhe confere verossimilhança, porém não se limita à descrição da realidade (atributo da historiografia), mas à sua representação. Assim, por meio de nomes como Kushnir (1996), Scliar (1985; 2002), dentre outros autores, pretende-se analisar a relação entre o “sagrado e o profano” que perpassa a figura da mulher que torna-se prostituta, dentro de um contexto em que prostituição e judaísmo estão interligados.


Palavras-chave


O ciclo das águas. Judaísmo. Prostituição.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/1982-3053.8.15.116-129

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