Os paradoxos do início da metafísica moderna

Nastassja Pugliese

Resumo


Este artigo é uma análise da influência dos paradoxos na história da filosofia e, mais especificamente, sobre como certo conjunto de paradoxos orientam as discussões metafísicas do começo da modernidade. O objetivo é mostrar que a metafísica do século XVII é marcada por três paradoxos que estão interligados. A hipótese aqui é a de que eles são versões do mesmo problema metafísico, o problema do um e do múltiplo, mas construídos segundo diferentes formulações: a teológica, a científica e a matemática. Para esse fim, essas formulações do paradoxo serão reconstruídas de acordo com o modo como estão presentes na metafísica de Spinoza, Descartes e Leibniz. Esta análise sugere que os paradoxos cumprem um papel fundamental não apenas na exposição dos problemas filosóficos da história da filosofia mas também nas investigações filosóficas. A vantagem de se apresentar os problemas filosóficos na forma de paradoxos é que eles capturam mais facilmente o intelecto, estimulando a mente a deter-se sobre eles.


Palavras-chave


paradoxos; filosofia moderna; metafísica.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/1983-3636.13.2.195-213

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