O Copista de Wall Street: Produtividade, Reprodução e a Escolha de Bartleby

Lúcia Helena Azevedo Vilela

Resumo


Neste trabalho são discutidas as noções de realidade e arte, cópia e criação, perante a acelerada reprodução da obra de arte na modernidade e suas implicações na conceituação de criação artística. Walter Benjamin e Paul Valéry proporcionaram o instrumental para a discussão, aqui ilustrada pelo conto Bartleby the Scrivener, de Herman Melville, pela visão adiante de seu tempo que o autor imprime à sua enigmática personagem central, em seu dilema existencial entre a possibilidade da repetição de si mesma e a transgressora resistência passiva ao cumprimento da tarefa de copista. Não se buscou identificar Melville em sua inescrutável personagem; procurou-se vê-la, sob um ângulo metaficcional, diante do impasse, comum ao artista, entre a
noção de realidade e sua "reprodução" na obra de arte.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/2317-2096.5.0.281-290

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Direitos autorais 1997 Lúcia Helena Azevedo Vilela



Aletria: Revista de Estudos de Literatura
ISSN 1679-3749 (impressa) / ISSN 2317-2096 (eletrônica)

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