A psicologia moral de Sêneca: a relação entre a disposição de alma e a vida feliz

Mariana Monteiro Condé

Resumo


O presente estudo tem por objetivo explicitar de que modo a disposição de alma pode distanciar-nos ou aproximar-nos da vida feliz, na filosofia moral de Sêneca. Para tanto, busca-se analisar e discutir principalmente a epístola XIII das Epistulae Morales, na qual o autor oferece uma descrição da vida desgraçada que leva aquele que é acometido pelo temor - fenômeno psicológico que, por constituir uma das principais paixões, poderá incorrer num prejuízo para a capacidade do homem de atribuir valores, seja a si mesmo, seja ao que lhe é externo. Por outro lado, e tendo em vista as considerações tecidas, busca-se argumentar que é principalmente a força de alma do sapiens que parece aproximá-lo do ideal ético estoico da tranquillitas animi.


Palavras-chave


Sêneca; psicologia moral; paixões; vida feliz

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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/1983-3636.11.1.89-110

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