Agreement effects of gender and number in pronominal coreference processing in Brazilian Portuguese

Michele Calil dos Santos Alves

Abstract


A correferência é uma dependência sintática em que pronomes são ligados a antecedentes prévios no discurso. Uma das chaves para se compreender o processamento da correferência é a memória, uma vez que as informações que foram anteriormente interpretadas e armazenadas devem ser integradas com novo material em tempo real. O objetivo desta pesquisa é investigar como os pronomes recuperam seus antecedentes na memória, mais precisamente, esclarecer o papel das restrições estruturais, dos traços de concordância e dos fatores de decay. Uma vez que o português brasileiro possui rica morfologia, leitores desta língua podem utilizar-se tanto de traços de concordância, como de restrições estruturais para resolver a correferência. A hipótese era de que candidatos que concordassem com os pronomes em gênero e número poderiam influenciar o início do processamento da correferência, apesar de violarem as restrições estruturais, e estas, por sua vez, somente entrariam em jogo mais tarde para ajudar o processador a selecionar o antecedente mais adequado. Foi realizado um experimento de monitoramento ocular com vinte e quarto falantes nativos de português brasileiro e os resultados apontam que antecedentes estruturalmente inaceitáveis que concordam com os pronomes em gênero e número facilitaram o processamento da correferência. Eles foram considerados antecedentes em potencial, apesar de violarem as restrições estruturais. Além disso, parece que a memória pode ser sensível às diferenças existentes entre singular e plural. O plural pode ser mais saliente na memória devido ao fato de ser marcado em português brasileiro. Finalmente, a memória também pode ser afetada por fatores decay, que, por exemplo, podem ser responsáveis por dificuldades de processamento quando há uma distância longa entre os antecedentes e os pronomes.


Keywords


processamento da correferência; traços de gênero e número; português brasileiro.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/2237-2083.25.3.1327-1366

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