Topônimos latino-americanos: um estudo etimológico / Latin American toponyms: an etymological study

Letícia Santos Rodrigues

Abstract



Resumo: A elaboração de pesquisas na área da Onomástica, ciência linguística que se dedica aos estudos dos nomes próprios, não deveria se pautar apenas em um viés puramente linguístico, visto que o ato de nomear pessoas, lugares, animais e até objetos não se dá por acaso. Os nomes próprios carregam, em si, a memória e a cultura estabelecida por suas comunidades, fato que se confirma, inclusive, diante da grande afinidade que a Onomástica possui com outras áreas do conhecimento, como a Etimologia, História, Geografia, Antropologia, Sociologia, dentre outros. Para tanto, ela se divide em diversas vertentes, dentre as quais se destacam duas precípuas: a Antroponímia (estudo dos nomes de pessoas) e a Toponímia (estudo dos nomes de lugares), considerando aspectos como origem, forma e evolução. Este estudo trata mais especificamente dos topônimos referentes aos nomes dos países que compõem a América Latina, sob o esteio metodológico da Etimologia. Dessa forma, remonta-se, a partir da consulta a diferentes dicionários etimológicos, como Nascentes (1952), Corominas (1954), Cunha (1996) e Machado (2003), além de outros materiais de apoio, algumas informações sobre como se deu esse processo de nomeação, juntamente com suas possíveis motivações, considerando os aspectos idiossincráticos de cada lugar. É possível perceber que as razões relacionadas às escolhas dos topônimos analisados foram diversas, tais como aspectos físicos/geográficos e/ou culturais, personalidades históricas, religião e, às vezes, até motivações desconhecidas. Tal desconhecimento, contudo, não invalida pesquisas em Onomástica, mas estimula outros estudiosos a continuar buscando suprir tais lacunas.

Palavras-chave: Onomástica; Etimologia; Toponímia; América Latina.

Abstract: The development of research in the field of Onomastics, the linguistic science that is dedicated to the study of proper names, should not be ruled on a purely linguistic bias, since the act of naming people, places, animals and even objects is not done by chance. Names themselves carry within them a memory and the culture established by their communities, a fact that is confirmed by the large affinity that Onomastic shares with other areas of knowledge such as Etymology, History, Geography, Anthropology, Sociology among others. Therefore, Onomastics is divided into several sub-areas, among which the following are the two fundamental: Anthroponymy (study of names of people) and Toponymy (study of place names), considering aspects such as origin, form and evolution. This study focuses on Toponyms referring to the names of Latin American countries, under the methodological mainstay of Etymology. In this way, it attempts to reassemble, from different etymological dictionaries like Nascentes (1952), Corominas (1954), Cunha (1996) and Machado (2003), besides other supporting materials, information about how this process occurred, along with their possible motivations, while considering the idiosyncratic aspects of each place. It is possible to see that the reasons related to the choices of the toponyms analyzed were varied, ranging from physical / geographical and / or cultural aspects, to being based on historical personalities, religion, and sometimes even unknown reasons. The latter, however, does not invalidate surveys in Onomastics, but encourages other scholars to continue trying to fill such gaps.

Keywords: Onomastics; Etymology; Toponymy; Latin America.


Keywords


Onomastics; Etymology; Toponymy; Latin America.

References


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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/2237-2083.26.3.1031-1055

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