FuLiA / UFMG

Notícias

 

Revista sobre Futebol, Linguagem, Artes e outros Esportes

 

Este periódico eletrônico de fluxo contínuo, quadrimestral, tem o objetivo de atender às demandas crescentes de publicações de pesquisas sobre o esporte relacionadas aos estudos da linguagem e cultura, das ciências humanas, artes e mídias e do lazer.

A FuLiA / UFMG aceita submissões, preferencialmente de doutores, de artigos e ensaios para as seções Dossiê e Paralelas, além de textos para as seções Resenha, Entrevista e Tradução/Edição.

A revista conta ainda com a seção Poética, sob a responsabilidade dos editores, que pretende publicar áudios, imagens, vídeos e textos artísticos em diálogo com o dossiê temático. 

Serão aceitos textos em português, espanhol, inglês, francês, italiano e alemão

A revista está vinculada ao Núcleo de Estudos sobre Futebol, Linguagem e Artes (FULIA), fundado em 2010 na Faculdade de Letras da UFMG.

 

 
Publicado: 2019-06-26
 

CHAMADA v. 4, n. 3 (2019): submissão até 30 de outubro de 2019.

 

JORNALISMO ESPORTIVO E REPRESENTAÇÕES DO FUTEBOL

Imagem: João Saldanha - G1 (globo.com).

 

Desde o início do século XIX, a imprensa é instrumento de acesso à informação, mas também uma ferramenta das elites de plasmar a sociedade brasileira de acordo com interesses das classes hegemônicas. Ao longo de dois séculos, os periódicos brasileiros trataram dos mais variados assuntos, sendo o futebol, prática de lazer que adquiriu status cultural e político, um deles.

Com o advento de novas mídias, as narrativas sobre atletas, equipes e competições encontraram relações com temáticas que envolveram a construção de determinadas imagens, sentimentos de identificações e alteridades. Assim, as pessoas que têm acesso a esses discursos sofrem algum tipo de influência sobre a percepção que passam a ter dos objetos retratados.

Essas narrativas, contudo, nem sempre seguem as mesmas regras. Em busca de alternativas para que os meios de comunicação dessem conta da cobertura do esporte e com as mudanças que as novas tecnologias e relações sociais impuseram, podemos verificar diferentes linguagens ao longo dos anos – seja ela impressa, audiovisual ou pela web. O Jornalismo Esportivo, desta forma, se torna uma das tantas arenas de debate para questões como etnia, gênero, inclusão, além de ocupações de espaço urbano, práticas de lazer, amadorismo e profissionalismo.

Para este número, convidamos à submissão contribuições de estudos específicos ou interdisciplinares que reflitam sobre a relação entre a representação do futebol pelos meios de comunicação que contemplam o Jornalismo Esportivo no Brasil e as respectivas narrativas em torno das competições, equipes e atletas. 

 

SPORTS JOURNALISM AND REPRESENTATIONS OF FOOTBALL

Since the beginning of the 19th century, the press is a tool for access to information, but also a tool of the elites of brazilian society to shape according to interests of hegemonic classes. Over two centuries, the Brazilian journals dealt with various subjects, being football, leisure practice acquired cultural and political status, one of them.

With the advent of new media, the narratives about athletes, teams and competitions found thematic relations involving the construction of certain images, feelings of identities and differences. So, people who have access to these speeches suffer some kind of influence on the perception they have of the objects depicted.

These narratives, however, don't always follow the same rules. In search of alternatives to the media realize sports coverage and with the changes that new technologies and social relations imposed, we can see different languages – be it printed, audiovisual, or via the web-over the years. The sports journalism, in this way, becomes one of the many arenas of debate to issues such as ethnicity, gender, inclusion, in addition to occupations of urban space, leisure practices, amateurism and professionalism.

For this number, we invite the submission of specific studies or interdisciplinary contributions that reflect on the relationship between the representation of football by the media covering the sports journalism in Brazil and their narratives around competitions, teams and athletes.

 

Organizador: Francisco Ângelo Brinati (Departamento de Comunicação Social, Universidade Federal de São João del-Rei - UFSJ).

 

 
Publicado: 2019-06-26
 

CHAMADA v. 5, n. 1 (2020): submissão até 1º de dezembro de 2019.

 

FUTEBOL E POLÍTICA: TRANSCULTURAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO NO MUNDO DA LÍNGUA PORTUGUESA

Imagem: Eusébio (Web).

 

A espacialidade do mundo de língua portuguesa, suas fronteiras e passagens, tema da 13ª edição do Congresso Alemão de Lusitanistas, possibilita associações com a cultura, a história e a dimensão política do futebol. O futebol é um jogo do espaço e de espaços, cuja concretude no próprio jogo ascende ao plano metafórico (“a profundidade do espaço”, “estreitar espaços”, “ocupar espaços” etc.). A partir desse ponto de vista evidenciam-se de maneira patente os significados simbólicos e discursivos, que partem dos relvados e são projetados ou assimilados pela sociedade. Isso começa com o estádio enquanto espaço de encontro e de segregação, atende às possibilidades complexas do espaço midiático e, hoje em dia, conduz quase que imediatamente ao espaço virtual. O futebol, por sua relevância social e por sua carga simbólica, pode ser ele próprio um lugar de memória ou produzir tais lugares de memória, ele é o campo de disputa para utopias e distopias, atravessa ou estabiliza fronteiras com sua significativa atuação, dependendo de como é politicamente empregado, usado e até mesmo manipulado. Por exemplo, o Estádio do Maracanã, “templo de futebol” localizado no Rio de Janeiro, em sua forma original era o símbolo de uma visão democrática de espaço, porém, tornou-se o lugar da memória traumática da nação brasileira na Copa de 1950 e, através da reforma para a Copa de 2014, converteu-se em símbolo da comercialização e da exclusão de amplos segmentos da população. O lendário Eusébio (1942-2014) foi um exemplo ideal do jogador modelo do regime colonial salazarista, mas, ao mesmo tempo, foi também propulsor da valorização e da elevação de auto-estima das colônias portuguesas em África. Além disso, alguns nomes importantes nos movimentos de independência africanos, como o do político de Guiné-Bissau, Amilcar Cabral (1924-1973), mantinham laços estreitos com o meio futebolístico em seus países de origem. A transculturação em si já significa transformação dos atores e de forças envolvidas e, ao mesmo tempo, representa uma das forças mais poderosas de mudança social. Nesse sentido, o futebol no mundo de língua portuguesa é um excelente exemplo dos mais diversos e variados processos de transculturação no passado e no presente. O jogo com a bola de couro era uma atividade de lazer das elites coloniais ou neocoloniais e, ao mesmo tempo, uma forma de autoafirmação e de libertação de povos e grupos populacionais oprimidos, marginalizados e discriminados. O futebol tornou-se instrumento de luta a favor e contra as demarcações sociais e, sobretudo, étnicas, bem como meio de afirmação de construções identitárias “híbridas”. No Brasil, em Portugal e nos países africanos de língua portuguesa, o futebol é um elemento central da cultura popular há décadas e tem uma capacidade elevada de evocar o sentimento de identidade. Em nossa secção, pretendemos examinar essa densidade e complexidade do futebol, que o torna um motor, um meio e também um objeto de transculturação e de transformação. Serão muito bem-vindas contribuições sobre os desenvolvimentos históricos e atuais do futebol, de suas culturas e de sua representação discursiva no ou entre diferentes âmbitos do mundo lusófono. As línguas da seção são o português, o alemão e o galego.


„FUßBALL UND POLITIK: TRANSKULTURATION UND TRANSFORMATION IN PORTUGIESISCHSPRACHIGEN WELT“

Die dem 13. Deutschen Lusitanistentag als Thema überschriebene Arealität der portugiesischsprachigen Welt, ihre Grenzen und Übergänge, ermöglicht unmittelbare Übergänge zur Kultur, Geschichte sowie sozio-politischen Dimension des Fußballs. Fußball ist ein Spiel des Raums und der Räume, deren Konkretheit bereits im Spiel selbst ins Metaphorische erhöht wird („die Tiefe des Raumes“, „die Räume eng machen“, „in die Räume gehen“ usw.). Von dort aus erschließen sich auf sehr anschauliche Weise die symbolischen und diskursiven Bedeutungen, die vom grünen Rasen aus in die Gesellschaft eingespeist oder von dort aus projiziert werden. Das beginnt mit dem Stadion als Raum der Begegnung und Segregation, erfüllt die komplexen Möglichkeiten des medialen Raums und führt heutzutage fast übergangslos bis in den virtuellen Raum. Der gesellschaftlich relevante und symbolisch aufgeladene Fußball kann selbst Erinnerungsort sein oder solche Erinnerungsorte hervorbringen, er ist Spielfeld für Utopien und Dystopien, überschreitet mit seiner Bedeutungsarbeit Grenzen oder verstetigt sie, je nachdem, wie er politisch eingesetzt, genutzt, ja manipuliert wird. So war der „Fußballtempel“ Maracanã in Rio de Janeiro in seiner Ursprungsform das Symbol einer demokratischen Raumvision, wurde bei der WM 1950 zum traumatischen Erinnerungsort der brasilianischen Nation und durch den Umbau für die WM 2014 zum Inbegriff der Kommerzialisierung und des Ausschlusses weiter Bevölkerungsteile. Der legendäre Eusébio (1942-2014) war ein idealer Vorzeigespieler des spätkolonialistischen Salazarregimes, zugleich aber Vorreiter für die Aufwertung und das Selbstwertgefühl in den afrikanischen Kolonien Portugals. Außerdem hatten einige bedeutende Namen der afrikanischen Unabhängigkeitssbewegungen, wie etwa des guinea-bissauischer Politikers Amilcar Cabral (1924- 1973), enge Beziehungen zum Fußballmilieu in ihren Heimatländern. Transkulturation ist selbst bereits Transformation der beteiligten Akteure und Kräfte, zugleich eine der wirkmächtigsten Kräfte des gesellschaftlichen Wandels. In diesem Sinne bildet der Fußball in der portugiesischsprachigen Welt ein hervorragendes Beispiel für die vielfältigsten und vielgestaltigsten Transkulturationsprozesse in Vergangenheit und Gegenwart. Das Spiel mit dem runden Leder war elitäre Freizeitbeschäftigung kolonialer oder neokolonialer Eliten und zugleich Form der Selbstbehauptung und Befreiung unterdrückter, marginalisierter, diskriminierter Völker und Bevölkerungsgruppen. Fußball wurde zum Instrument des Kampfes für und wider soziale wie vor allem auch ethnische Grenzziehungen, zugleich auch zum Mittel der Affirmation „hybrider“ Identitätskonstruktionen. In Brasilien, Portugal sowie in den luso-afrikanischen Ländern ist der Fußball seit Jahrzehnten zentrales Element der Populärkultur und hochgradig identitätsstiftend. In unserer Sektion wollen wir diese Vielschichtigkeit und Komplexität des Fußballs untersuchen, die ihn zu einem Motor, Mittel und auch Gegenstand der Transkulturation sowie der Transformation machen. Beiträge zu historischen wie aktuellen Entwicklungen des Fußballs, seiner Kulturen und diskursiven Repräsentation in oder zwischen verschiedenen Bereichen der portugiesischsprachigen Welt oder darüber hinaus sind herzlich willkommen.


Organizadores: Marcel Vejmelka (Universidade de Mainz, Alemanha); Elcio Cornelsen (UFMG, Brasil).

 

 
Publicado: 2019-06-26
 

CHAMADA v. 5, n. 2 (2020): submissão até 20 de junho de 2020.

 

ESTÁDIOS DE FUTEBOL: POLÍTICAS E USOS – Homenagem a Gilmar Mascarenhas

Imagem: https://www.gazetapress.com/.

 

Do que estamos falando quando o assunto é estádios de futebol? No plano operacional e urbanístico, um edifício especificamente erigido para acolher espetáculos visando grandes audiências, dotado de expressiva centralidade física e simbólica. Mas também espaço vivido e lugar de referência, alimentando o sentido de pertencimento e a constante fabricação de identidades grupais. Estádios são memória acumulada, vivida coletivamente.

Subvertendo sua funcionalidade precípua, as camadas populares se apropriaram historicamente do equipamento, reinventando-o. O rico movimento de apropriação do estádio faz dele um espaço-tempo singular na reprodução social da cidade.

Todavia, o estádio contemporâneo se vê crescentemente submetido aos implacáveis princípios do gerenciamento técnico-empresarial, promovendo exclusão dos mais pobres e reduzindo sua potência criativa. O Brasil possui quase oitocentos estádios, universo dotado de imensa heterogeneidade contida nos mais variados aspectos: arquitetônico (porte físico, formato e capacidade de público), locacional, econômico, funcional e simbólico. E persistem muitos estádios à margem do processo de “arenização”.

O dossiê Estádios de Futebol: políticas e usos pretende reunir reflexões de pesquisadores em torno deste equipamento, seus usos, formas e significados. Um espaço em constante disputa: em construção.

 

FOOTBALL STADIUMS: POLICIES AND USES

What are we talking about when it comes to football stadiums? In operational and urban planning, a building specifically erected to host spectacles aimed at large audiences, endowed with expressive physical and symbolic centrality. But also lived space and place of reference, fueling the sense of belonging and the constant fabrication of group identities. Stadiums are accumulated memory, lived collectively.

Subverting its primary functionality, the popular layers historically appropriated the equipment, reinventing it. The rich movement of appropriation of the stadium makes it a unique space-time in the social reproduction of the city.

However, the contemporary stage is increasingly subject to the ruthless principles of technical-business management, promoting exclusion of the poorest and reducing their creative power. Brazil has almost eight hundred stages, a universe endowed with immense heterogeneity contained in the most varied aspects: architectural (physical size, format and capacity of the public), locational, economic, functional and symbolic. And many stages remain outside the sand-blasting process.

The Football Stadium: policies and uses dossier aims to gather reflections of researchers around this equipment, its uses, forms and meanings. A space in constant dispute: under construction.

 

Organizadores: Arlei Damo (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - UFRGS); Sérgio Settani Giglio (Educação Física - UNICAMP).

 

 
Publicado: 2019-06-26
 

CHAMADA v. 5, n. 3 (2020): submissão até 1º de agosto de 2020.

 

NAÇÃO E GÊNERO NOS ESPORTES E SUAS REPRESENTAÇÕES NAS ARTES E CIÊNCIAS HUMANAS NO BRASIL E EM MOÇAMBIQUE

Imagem: Selos de Moçambique (Web).

 

O esporte foi e ainda é uma questão política num sentido positivo e negativo. A sua profissionalização nas primeiras décadas do século XX fez com que certas barreiras de classe, gênero e “raça” se rompessem, funcionando como um instrumento de protesto e de resistência política. Regimes autoritários, geralmente, não mediram esforços em instrumentalizar e ideologizar a prática esportiva, quase sempre por um viés “masculino”.

Sendo assim, desde o surgimento da era moderna do esporte (1896), os comitês responsáveis vêm se orientando pela nacionalidade e pelo gênero dos(as) atletas para organizarem suas competições, como se a divisão entre países, homens e mulheres fosse algo “natural”.

Ao enfocar o universo moçambicano e brasileiro, marcado por intenso entusiasmo pelos desportos, surgem movimentos muito interessantes sobre as narrativas de gênero, nação, sociedade e cultura, evidenciadas pelas representações nos campos da linguagem, da cultura popular, da mídia e das artes e ciências humanas, onde os “jogos de poder” igualmente se manifestam e se digladiam.

Serão bem-vindas contribuições de estudos que reflitam sobre a relação entre nacionalidade e gênero no esporte, bem como suas representações, a partir de uma perspectiva específica e interdisciplinar – culturalista, linguística e social.


NATION AND GENDER IN SPORTS AND THEIR REPRESENTATIONS IN THE ARTS AND HUMAN SCIENCES IN BRAZIL AND MOZAMBIQUE

The sport was and still is a political issue in a positive and negative sense. Its professionalization in the first decades of the twentieth century caused certain barriers of class, gender and "race" to break down, functioning as an instrument of protest and political resistance. Authoritarian regimes generally did not go to great lengths to instrumentalize and ideologize the sport practice, almost always by a "masculine" bias.

Since the beginning of the modern era of sport (1896), the responsible committees have been guided by the nationality and gender of the athletes to organize their competitions, as if the division between countries, men and women was something "natural".

Focusing on the Mozambican and Brazilian universe, marked by intense enthusiasm for sports, very interesting movements emerge about the narratives of gender, nation, society and culture, evidenced by representations in the fields of language, popular culture, media and arts and sciences where "power plays" are also manifested and contradicted.

Contributions from studies reflecting the relationship between nationality and gender in sport, as well as their representations, will be welcomed from a specific and interdisciplinary perspective - cultural, linguistic and social.

 

Coorganizador(es): Gustavo Cerqueira Guimarães et al. (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique).

 

 
Publicado: 2019-06-26
 

CHAMADA v. 6, n. 1 (2021): submissão até 15 de outubro de 2020.

 

(AUTO)BIOGRAFIAS DO MUNDO DO FUTEBOL (título provisório)

ImagemFuLiA / UFMG.

 

Chamada em elaboração.

 

Coorganizadores: Francisco Pinheiro (Universidade de Coimbra); Marcelino Rodrigues da Silva (Faculdade de Letras - UFMG).

 

 
Publicado: 2019-06-26
 

CHAMADA v. 6, n. 2 (2021): submissão até fevereiro de 2021.

 

MANIFESTAÇÕES POPULARES: CARNAVAL E FUTEBOL (título provisório)

Imagem: Amaury Veloso (blog).

 

Chamada em elaboração.

 

Coorganizadores: Bernardo Borges Buarque de Hollanda (Escola de Ciências Sociais - FGV); Gustavo Cerqueira Guimarães (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique).

 

 
Publicado: 2019-06-26
 
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v. 4, n. 1 (2019): Futebol e mulheres


Capa da revista

Organizadora: Silvana Vilodre Goellner (Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança - UFRGS)

Editores: Elcio Loureiro Cornelsen; Gustavo Cerqueira Guimarães

Imagem: Daniel Kfouri (Brasil)