As bases antigas da modernidade literária

Rafael Guimarães Tavares Silva

Resumo


A modernidade literária é frequentemente compreendida como consequência da reação que os Frühromantiker [primeiros românticos alemães] apresentaram contra a valorização neoclássica da Antiguidade greco-romana. O que nem sempre aparece suficientemente destacado é o fato de que essa reação vem preparada pela própria Filologia, especialmente na síntese dos esforços críticos que Friedrich August Wolf oferece ao publicar seus Prolegomena ad Homerum (1795). Promovendo um verdadeiro ataque ao arcabouço neoclássico de leitura retórica da Antiguidade, Wolf funda as bases da abordagem historicista ao escrutinar criticamente a tradição dos poemas atribuídos àquele que, na Querelle des Anciens et des Modernes, já se sagrara representante da Antiguidade: Homero. No panorama da repercussão que o trabalho de Wolf encontra entre nomes emblemáticos da cultura europeia de fins do século XVIII, como Schlegel, Herder, Heyne, Goethe e Schiller, defende-se aqui que o filólogo é uma das influências fundamentais na invenção da modernidade literária.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/1982-0739.29.2.205-222

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Em Tese
ISSN 1415-594X (impressa) / ISSN 1982-0739 (eletrônica)


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